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Em cúpula, Bolsonaro buscará convencer líderes mundiais de que tenta conter desmatamento

O presidente Jair Bolsonaro participa na manhã desta quinta-feira (22) da reunião virtual da Cúpula de Líderes Sobre o Clima. Bolsonaro e outros 39 lideres mundiais foram convidados pelo presidente dos estados unidos, Joe Biden, a participar da reunião.

As atividades do evento serão realizadas de forma online nestas quinta (22) e sexta-feira (23), com transmissão ao vivo. Membros do governo americano, representante da Organização das Nações Unidas (ONU) e os chefes de Estado e de governo devem falar no evento.

Assim com os demais líderes mundiais, Bolsonaro deverá fazer uma intervenção de cerca de três minutos, com o objetivo de convencer as lideranças mundiais de que o Brasil se esforça para conter o desmatamento na Amazônia, cuja taxa em março foi a maior dos últimos dez anos.

No Palácio do Planalto, de onde fará a participação no evento, o presidente estará acompanhado dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil); Carlos França (Relações Exteriores); Tereza Cristina (Agricultura); Fábio Faria (Comunicações); e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

Em carta enviada a Biden na última quarta-feira (14), Bolsonaro prometeu zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030. No documento, Bolsonaro também pediu apoio aos Estados Unidos para alcançar o objetivo.

“Queremos reafirmar nesse ato, em inequívoco apoio aos esforços empreendidos por vossa excelência, o nosso compromisso em eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, disse Bolsonaro na carta enviada ao presidente dos Estados Unidos.

Bolsonaro disse ainda que para alcançar o objetivo serão necessários “recursos vultosos e políticas públicas abrangentes” e que o país necessitava do apoio da comunidade internacional, do setor privado e da sociedade civil para alcançar a meta.

De acordo com o blog da Ana Flor, o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro na cúpula seguirá a cartilha do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mesmo com toda a pressão para uma guinada no discurso e na ação do governo brasileiro em relação à agenda ambiental. Segundo o blog, Bolsonaro também repetirá o que escreveu em carta a Biden.

A cúpula acontecerá exatamente um ano depois da reunião ministerial em que Salles afirmou que era preciso “ir passando a boiada” da desregulamentação da legislação ambiental enquanto a imprensa estava preocupada com a pandemia de Covid-19.

Nesta quarta (21), véspera da cúpula, um  grupo de empresários se reuniu por videoconferência na quarta-feira (21) com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para discutir a pauta ambiental do governo. Segundo a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), participaram a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o embaixador Leonardo Athayde, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, e representantes dos 50 maiores grupos privados brasileiros.

No último dia 14, Ricardo Salles foi alvo de uma notícia-crime apresentada no último dia 14 pelo então superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, ao Supremo Tribunal Federal. No documento, o delegado aponta a possibilidade de ocorrência dos crimes de advocacia administrativa, organização criminosa e o crime de “obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais”. Após a denúncia, o governo federal trocou o comando da PF no Amazonas.

Cúpula

A reunião de cúpula é vista como uma oportunidade central para que Biden assuma o papel de protagonismo político global em questões climáticas, agenda que ele destacou como prioridade durante a campanha eleitoral de 2018.

O encontro de líderes também deve servir como preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP-26, prevista para o período entre 1º e 12 de novembro em Glasgow, na Escócia.

Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, Biden e a vice-presidente, Kamala Harris, farão a abertura da cúpula enfatizando a necessidade de as principais economias do mundo ampliarem os esforços para conter a mudança climática até a COP-26.

De acordo com o governo norte-americano, será uma oportunidade para os líderes destacarem os desafios relacionados ao clima que seus países enfrentam, os esforços que estão realizando e para anunciar novas medidas.

Além do presidente e da vice-presidente, devem participar da conferência o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony J. Blinken, e o enviado especial do governo americano sobre o Clima,John Kerry, devem participar. António Guterres, secretário-geral da ONU, também participa.

Fonte: g1.globo.com



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