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Mais de 17 mil empresas fecham no Pará

É o que revela balanço da Jucepa no período de janeiro a setembro

Nesse ano, 17.156 empresas fecharam as portas em todo o Estado do Pará. Os dados, referentes ao período de janeiro a setembro deste ano, são da Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa) e revelam que, desse total, 7.289 envolvem Microempreendedor Individual (MEI). Isso representa um aumento de 30,08% no número de empresas fechadas, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando essa quantitativo ficou em 13.189 firmas. Esse comportamento pode ser justificado pela crise que assola a economia brasileira desde 2015.

Em contrapartida, de janeiro a setembro desse ano, foram abertas, no Pará, 32.521 empresas no Estado, incluindo o microempreendedorismo individual, que representa a grande maioria dos novos negócios: 25.576 no total. Porém, esse número de empresas abertas ainda é 2,29% menor em comparação ao mesmo período de 2015, quando houve a abertura de 33.284 novas firmas. Se comparado apenas o ano de 2016, com base nos dados de janeiro a setembro, o saldo ainda fica positivo: com 32.521 empresas abertas contra 17.156 empresas fechadas.

“A Junta Comercial é um órgão de registro, cabe a Jucepa agilizar os procedimentos para facilitar a vida de quem precisa abrir uma empresa e, assim, impulsionar a economia do Estado. Para isso, investe no projeto de digitalização e na expansão do Integrador Pará, sistema que integra todas as etapas do processo de abertura de uma empresa, reduzindo tempo e despesas”, declarou a presidente da Jucepa, Cilene Sabino. O grande número de empresas fechando as portas também desperta a atenção para o problema do desemprego, que se agravou com a crise economômica. “Como cidadã, assim como toda a sociedade, vejo como preocupante a redução de postos de trabalho em qualquer ambiente de negócios”, completou a presidente.

FALÊNCIAS

Os pedidos de falência registraram queda de 5,2% em outubro frente a setembro, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. O recuo foi de 8,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, porém, os pedidos sobem 13,7% ante igual intervalo de 2015. Já as falências decretadas despencaram 20,2% em outubro ante setembro, mas registraram alta de 26,1% em relação a outubro de 2015. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a alta é de 13,0%. Enquanto isso, os pedidos de recuperação judicial recuaram 45,2% no mês e cresceram 32,7% no ano, enquanto as recuperações judiciais deferidas caíram 37,3% em outubro ante setembro e subiram 15,2% em relação a outubro do ano passado.

Segundo os analistas da Boa Vista, a mudança de tendência vista desde junho não deve ser suficientemente forte para tornar os números de solvência deste ano melhores do que os do ano anterior, deixando para 2017 os efeitos positivos da mudança de cenário econômico. O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com a apuração das informações mensais registradas na base de dados da Boa Vista SCPC, oriundas dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos Estados.

CONFIANÇA

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa de Varejo e Serviços (ICMPE) atingiu 50,6 pontos em outubro, maior nível desde maio de 2015. O indicador, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), estava em 38,7 pontos em outubro do ano passado. O levantamento leva em conta a percepção econômica dos últimos seis meses e as expectativas econômicas dos MPEs e mostrou que 71,1% dos empresários consideram que houve piora na economia do último semestre. Além disso, 56,9% afirmaram que seus negócios também pioraram, sendo a crise o principal motivo.

Em relação às perspectivas econômicas, 53,2% dos MPEs de varejo e serviços se declararam confiantes com o futuro da economia brasileira. Em outubro de 2015, esse item registrava 31%. Dos que se disseram pessimistas a respeito da economia, 34,1% afirmaram ser por causa das incertezas políticas. Em relação ao próprio negócio, 69% se mostraram confiante.

(Fonte: ORM)

Fonte: www.dololine.com.br



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