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Na volta do horário eleitoral, Lula destaca Tebet, e Bolsonaro ressalta apoio de governadores e Neymar

Petista gasta parte do seu tempo para atacar presidente; Bolsonaro cita Auxílio Brasil e atacou pesquisas de intenção de voto.

A volta do horário eleitoral, nesta sexta-feira (7), teve Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) destacando apoios para o segundo turno, agradecendo votos e atacando um ao outro.

Lula foi mais econômico ao citar apoios, falando apenas sobre Simone Tebet (MDB) —a terceira colocada na disputa presidencial— que declarou voto no petista na última quarta (5). O ex-presidente usou um trecho do discurso de Tebet.

Já Bolsonaro citou o apoio de sete governadores e de Neymar. A declaração de voto em Bolsonaro de Romeu Zema, governador de Minas Gerais reeleito, teve maior destaque com inserção do trecho de seu discurso ao lado do presidente na última terça (4), no Palácio da Alvorada, em Brasília.

No programa eleitoral de Lula, o petista aproveitou o seu tempo para criticar a atuação de Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 usando uma das falas polêmicas do presidente, durante discurso para apoiadores em Uberlândia (MG), ocasião em que disse que “tem idiotas que a gente vê nas mídias sociais, na imprensa, [que diz] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da sua mãe”.

Em certo ponto, a propaganda do PT chamou Bolsonaro de “mentiroso, incompetente, violento e desumano”, além de citar a compra de 51 imóveis com dinheiro vivo (vai comprar vacina na casa da sua mãe) —caso revelado pelo portal UOL.

O programa do PT disse também que, sob Bolsonaro, “quase 80% das famílias estão endividadas”, “o salário mínimo não tem ganho real há quatro anos” e “o desemprego atinge 10 milhões de pessoas”. Lula prometeu, de forma vaga, renegociar dívidas com juros baixos, reajustar salário mínimo acima da inflação e investir “em grandes obras para gerar empregos”.

Bolsonaro gastou menos tempo com críticas ao petista, optando por dizer que seu governo criou o Auxílio Brasil, deixou o preço da gasolina ‘lá embaixo”, reduziu o desemprego e levou ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

O presidente voltou a ressaltar sua defesa à família e à pátria, além de usar o seu jargão “o Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Bolsonaro também sugeriu que a eleição de candidatos que o apoiam ao Congresso indica apoio popular a sua candidatura.

A propaganda de Bolsonaro destinou algum tempo a atacar as pesquisas de intenção de voto que o colocavam atrás de Lula por mais pontos do que os registrados no resultado do primeiro turno.

Todo o programa de Bolsonaro foi narrado por um homem com sotaque nordestino. O presidente foi criticado nesta quinta-feira (6) após dizer em sua live semanal que “Lula venceu em nove dos dez estados com maior taxa de analfabetismo. Vocês sabem quais são esses estados? São do nosso Nordeste.”

O presidente também associou os estados da região ao “analfabetismo” “falta de cultura”, e “desemprego”.

Fonte: g1.globo.com



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